Quais os piores poluentes do mundo e como evitá-los?

O plástico não é o único vilão dos oceanos. Saiba quais os poluentes mais danosos à natureza

Em decorrência de um grande volume de produtos consumidos em todo o mundo, cada vez mais grandes áreas e reservas naturais, animais e seres-humanos sofrem com a poluição.

Além de acidentes naturais e aterros sanitários supersaturados, o consumo diário de bens de consumo duráveis e não-duráveis está causando a extinção de espécies, o aumento de doenças respiratórias e infecciosas, e a interdição de locais turísticos (como praias e lagos que, anteriormente, eram próprias para banho, por exemplo).

Neste artigo, contamos quais os piores vilões do meio ambiente, provenientes do consumo humano, e como substituí-los ou eliminá-los do dia-a-dia para reduzir os impactos no planeta.

 

Cigarro

O cigarro, além de principal causador do câncer de pulmão em todo o mundo e responsável pela morte de mais de 7 milhões de pessoas ao ano (dados da OMS), também é um danoso poluidor do meio ambiente.

A fumaça do cigarro tem mais de 4.700 substâncias tóxicas como o arsênico, amônia, monóxido de carbono, corantes e agrotóxicos em altas concentrações. Quando inseridas no corpo-humano, causam terríveis efeitos aos órgãos e o envelhecimento precoce destes; quando a fumaça é lançada à atmosfera, os índices de carbono são altamente elevados.

Cerca de 5% do desmatamento em países emergentes é responsabilidade de indústrias de tabaco, em vista de que uma árvore é derrubada para a produção de 300 cigarros. 25% de todos os incêndios são provocados por pontas de cigarros acesas, sejam em casa ou em florestas.

Além disso, as bitucas de cigarro, lançadas em praias, centros urbanos e florestas, demoram até 5 anos para entrar em processo de decomposição, o que eleva a poluição de oceanos e a superlotação de aterros sanitários.

 

Plástico

O plástico é um dos poluentes que mais desafiam a Organização das Nações Unidas (ONU), principalmente, pelo tempo que demora a entrar em decomposição. Estima-se que uma garrafa de plástico demora cerca de 450 anos para se decompor completamente, e que 80 milhões de toneladas do material sejam despejadas em oceanos anualmente.

Muito presente no cotidiano humano, o plástico está na composição em garrafas, potes, utensílios de alimentação, no revestimento de eletrônicos, na fabricação de móveis e muitas outras utilidades. Para que as taxas de poluição possam ser reduzidas e para que o sofrimento de muitos animais e seres-humanos em situações de risco seja amenizado, o ideal é a substituição do material em diferentes ocasiões.

A substituição fácil de canudos de plástico por opções em inox ou vidro, por exemplo, já é um grande passo para o processo de redução. Substituir sacolas de mercado em plástico pelas sacolas reutilizáveis, também.

Lembre-se: antes de descartar completamente um material que possa degradar a natureza, pense em como você pode reutilizá-lo em seu dia-a-dia.

 

Óleo de cozinha

Se o óleo de cozinha parece inofensivo, graças à sua utilização no preparo de alimentos, pense duas vezes. Quando descartado em pias ou tanques, o óleo, composto por ácidos graxos insaturados insolúveis na água, vai parar exatamente onde não deveria: nos oceanos.

A camada que o óleo de cozinha gera sob a água impossibilita a entrada de oxigênio e luz nos oceanos, não permitindo que peixes e demais espécies marinhas respirem, vivam e se reproduzam. A diminuição da incidência de luz no ambiente aquático, também prejudica todos os processos fotoquímicos nos quais ela é importante, ou seja, no ecossistema marinhos.

Quando lançado no solo, o óleo acaba se infiltrando na terra e alcançando o lençol freático, poluindo-o. Ainda tem a capacidade de formar uma camada impermeável, impedindo que a água da chuva consiga se infiltrar, o que aumenta o risco de enchentes.

Antes de descartar o óleo de cozinha em uma sacola plástica, no lixo comum ou na pia, guarde-o em um pote de vidro e destine o que não vai mais usar aos centros de descarte próprios para o óleo. Ele pode ser reutilizado e virar sabão útil para a higienização de pisos ou roupas!

 

Quer reverter? Reutilize!

Antes de comprar qualquer objeto ou alimento, pense quais os efeitos isso vai causar em seu próprio corpo. Existem químicos, como no caso do cigarro, que causam efeitos não somente à quem fuma, mas aos fumantes passivos que não desejam inalar uma fumaça tóxica.

Depois, pense nos animais, em árvores e grandes reservas naturais que ainda existem no planeta: vale a pena comprar um produto se ele custa uma espécie em extinção ou uma quantidade expressiva de árvores para poder estar em uma prateleira, no supermercado?

O pensamento, muito apontado como “extremo” é, na verdade, um dos reflexos da consciência de consumo, tendência que felizmente ganha espaço no século XXI.

Pesquise sobre a composição do que compra no mercado: antes de mais nada, informe-se sobre os químicos que você e sua família estão ingerindo, e como isso é ainda mais prejudicial ao planeta.

Reutilize os recursos que têm em mãos, substituindo os principais e mais danosos à natureza, e estimule a consciência ambiental de quem conhece.

 

Veja também: Como se tornar um consumidor consciente?

 

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Fontes e referências: